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Vacinação Contra HPV: A Maior Arma na Prevenção do Câncer de Colo do Útero

Vacinação Contra HPV: A Maior Arma na Prevenção do Câncer de Colo do Útero

Simone Souza Lopes – Presidente da AMUCC – 27/11/2025

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) continua sendo a estratégia mais eficaz e fundamental para prevenir o câncer de colo do útero, uma doença que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil.

Em consonância com as diretrizes do Ministério da Saúde e as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a AMUCC (Associação Brasileira de Portadores de Câncer) reforça a importância da imunização e do rastreamento como pilares para a eliminação da doença.


Vacinação: Proteção de Longo Prazo

O câncer de colo do útero é causado em quase 100% dos casos pela infecção persistente por subtipos oncogênicos do HPV. A vacina atua diretamente na prevenção dessa infecção, oferecendo uma proteção robusta e de longo prazo.

Público-Alvo e Esquema Vacinal no SUS

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde oferece a vacina HPV quadrivalente (protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, sendo os tipos 16 e 18 responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero) gratuitamente para:

  • Meninas e Meninos de 9 a 14 anos: A vacinação é indicada nessa faixa etária, antes do início da vida sexual, para maximizar a eficácia. O esquema é de duas doses (com intervalo de 6 meses entre a primeira e a segunda).
  • Pessoas com imunocomprometimento: Homens e mulheres de 9 a 45 anos que vivem com HIV/aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos (dependendo do protocolo médico) recebem três doses, devido à necessidade de uma resposta imune mais forte.

O Ministério da Saúde enfatiza que a imunidade conferida pela vacina é duradoura, e estudos internacionais confirmam a redução drástica na incidência de lesões pré-cancerígenas em países com alta cobertura vacinal.

A Meta da OMS e a Necessidade de Alta Cobertura

A OMS estabeleceu uma meta global para a eliminação do câncer de colo do útero como problema de saúde pública, conhecida como a “Estratégia 90-70-90” até 2030:

  1. 90% das meninas totalmente vacinadas contra o HPV até os 15 anos.
  2. 70% das mulheres rastreadas com um teste de alta performance até os 35 e 45 anos.
  3. 90% das mulheres identificadas com a doença recebendo tratamento.

A AMUCC destaca que, no Brasil, a cobertura vacinal ainda precisa de um impulso significativo para alcançar essa meta. O aumento da adesão é o passo mais importante para que a próxima geração de mulheres não enfrente mais o risco dessa doença.


Vacina Não Substitui o Rastreamento (Papanicolau)

É vital ressaltar que a vacina é a prevenção primária (contra a infecção), mas não substitui o rastreamento (prevenção secundária).

Mulheres vacinadas também devem realizar o exame Papanicolau periodicamente, conforme recomendação médica e os protocolos do SUS. O Papanicolau é crucial para identificar lesões precursoras que podem se desenvolver mesmo após a vacinação (já que a vacina não protege contra todos os tipos de HPV oncogênicos, apenas os mais frequentes, e não trata infecções ou lesões prévias à imunização).

A AMUCC continuamente promove ações de conscientização e mobilização, como o projto Educar para Prevenir: AMUCC e Comunidade contra o HPV, reforçando que a combinação de vacinação + Papanicolau periódico é a dupla imbatível na proteção contra o câncer de colo do útero.

A melhor maneira de combater essa doença é investir em informação de qualidade e garantir que tanto a vacina quanto o exame de rastreio sejam acessíveis a toda a população-alvo.


Fontes: Ministério da Saúde (PNI), Instituto Nacional de Câncer (Inca), Organização Mundial da Saúde (OMS).

A AMUCC convida pais e responsáveis a verificarem o cartão de vacinação de seus filhos e garantirem a proteção contra o HPV, um gesto de amor e cuidado com o futuro.

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