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AMUCC ocupa espaço de decisão no Global Forum para debater os caminhos da atenção oncológica no Brasil

AMUCC ocupa espaço de decisão no Global Forum para debater os caminhos da atenção oncológica no Brasil

A AMUCC consolidou a sua participação na Edição Especial do Global Forum Fronteiras da Saúde, realizada nos dias 28 e 29 de abril de 2026, no Centro de Convenções do CREA-DF, em Brasília. Sob o tema central “Os caminhos da atenção oncológica no Brasil: integração do cuidado, decisões em saúde e a navegação do paciente”, o fórum reuniu as principais lideranças políticas, gestores e especialistas do país. A AMUCC esteve estrategicamente representada no evento por sua Vice-Presidente, Ana Paula Guedes.

O fórum pautou debates profundos e urgentes sobre como transformar as diretrizes e portarias recentemente aprovadas no país em cuidado real e imediato para a população. A programação contou com painéis de grande relevância técnica e política, incluindo discussões sobre a jornada do paciente desde a Atenção Primária até a Alta Complexidade, a sustentabilidade da saúde suplementar e a implementação da recente Portaria GM nº 8.477, que redefine o financiamento e o apoio no SUS.

Presença Qualificada nos Espaços de Tensão Política

Durante as intensas agendas de articulação em Brasília, Ana Paula Guedes trouxe à tona o posicionamento combativo que define a história da instituição. Em suas intervenções nos painéis e debates de advocacy, a Vice-Presidente da AMUCC foi enfática sobre a importância de as ONGs ocuparem as mesas de decisão governamental.

“Na oncologia, opinião não constrói política pública; presença qualificada constrói caminho. Não existe evolução real fora dos espaços onde as decisões são tensionadas, os dados são rigidamente confrontados e as vidas são consideradas com a seriedade e urgência que exigem”, pontuou Ana Paula Guedes. A dirigente reforçou que a articulação interinstitucional direta na capital federal é vital. “Estar aqui não é sobre participar. É sobre ocupar, com fundamentação técnica, o exato lugar onde o futuro do acesso à saúde é decidido. Porque, em saúde, e especialmente na oncologia, quem não está ativamente na mesa, inevitavelmente acaba estando no impacto negativo das decisões.”

Segundo Dia: Articulação Estruturante e Parcerias na Prática

No segundo e último dia do Fórum Global, a agenda foi marcada pelo estreitamento de laços institucionais de cooperação nacional. Ana Paula Guedes acompanhou os debates ao lado da Presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, uma das principais vozes do terceiro setor na saúde.

Para a Vice-Presidente da AMUCC, o desfecho do evento consolidou a transição do campo conceitual para a realidade de quem opera a saúde. “Mais do que teoria, vivenciamos o sistema na prática, sob a perspectiva real de gestores, prestadores e, sobretudo, pacientes. Esse tipo de encontro não é apenas cumprimento de agenda; é construção. É o exato momento em que as instituições deixam de atuar de forma isolada e passam a crescer juntas, com propósito claro e responsabilidade coletiva”, afirmou.

Ana Paula Guedes também fez questão de enaltecer a parceria histórica com a liderança do Instituto Lado a Lado. “A generosidade da Marlene Oliveira não é episódica, é estruturante. E essa característica se reflete diretamente na atuação robusta do Instituto. Quando há escuta real e compromisso estritamente técnico, quem ganha é a oncologia. E, no fim, ganhamos todos nós.”

Marlene Oliveira (Instituto Lado a Lado), Ana Paula Guedes (AMUCC).

O Papel do Advocacy e a Linha de Cuidado Integral

A AMUCC reforça que a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso oportuno ao tratamento são pilares fundamentais para reduzir o impacto do câncer na população. A organização segue atuando no advocacy por políticas públicas que garantam mais acesso à saúde e qualidade de vida para pacientes e familiares, monitorando criticamente a eficiência dos programas de rastreamento e navegação de pacientes implantados no Brasil.

O debate promovido pelo Global Forum demonstrou que a construção de um sistema oncológico mais justo e equânime ultrapassa a mera assinatura de decretos; demanda a responsabilidade coletiva de fiscalizar a sua aplicação na ponta. A AMUCC mantém a sua tônica essencial de qualificar tecnicamente o debate institucional para que os discursos políticos e as teses teóricas se convertam em assistência célere, segura e digna para o cidadão que enfrenta o câncer e que não pode esperar.

Fontes Relacionadas:

Por Simone M S Lopes – 29/04/2026

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